quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Planejamento e a utilização de filmes nas aulas de Ciências

Planejamento e a utilização de filmes nas aulas de Ciências
                                       Claudinéa Mendes da Silva e Viviane Alves Vieira

Resumo
O ato de planejar é de suma importância para a sociedade, em especial para a prática docente. As aulas de Ciências geralmente são trabalhadas teoricamente e acabam ficando cansativas e desinteressantes. A falta de material didático e até mesmo o fato do professor deixar de planejar, podem ser razões para o desinteresse dos alunos. O presente artigo tem como objetivo apresentar aos professores o planejamento e a utilização de recursos tecnológicos na sala de aula. Os filmes que assistimos são bem interessantes para o assunto trabalhado em sala de aula e claro, trazem alguns exemplos corretos e incorretos da Ciência, mas já é um ponto-chave para discussão dos erros encontrados nos filmes, ajudando os alunos a corrigir conceitos errados que adquirem através de do seu cotidiano.
Palavras-chave: Aprendizagem significativa, recursos tecnológicos e ensino de Ciências.

Abstract
The act of planning is of paramount importance to society, especially for teaching. The science classes are usually worked theoretically and end up boring and uninteresting. The lack of teaching materials and even the fact that the teacher leave plan may be reasons for the disinterest of the students. This article aims to introduce teachers to the planning and use of technological resources in the classroom. The movies we watch are very interesting for the subject worked in the classroom and of course bring some examples of correct and incorrect science, but it's a key point for discussion of the errors found in the films, helping students to correct misconceptions acquire through their daily work.

Keywords: Meaningful learning; technological resources, science teaching
Planejamento e a utilização de filmes nas aulas de Ciências

Introdução
Para Krasilchik (1987), o papel do ensino de Ciências na escola fundamental é “desenvolver a capacidade de observar, fazer perguntas, explorar, resolver problemas, cooperar, comunicar idéias, etc”. Dessa maneira, ao ensinar Ciências o professor ajuda os alunos a terem esse conhecimento e compreenderem a ciência como uma disciplina curiosa e interessante e ao utilizar filmes nas aulas possibilitará muito mais conhecimento e satisfação para os alunos. Por isso se faz necessário o planejamento no processo ensino-aprendizagem. Para (MENEGOLLA & SANT’ANNA, 2001) O planejamento é um instrumento direcional de todo o processo educacional, pois estabelece e determina as grandes urgências, indica as prioridades básicas, ordena e determina todos os recursos e meios necessários para a consecução de grandes finalidades, metas e objetivos da educação.
O planejar é uma realidade que acompanhou a trajetória histórica da humanidade. O homem sempre sonhou, pensou e imaginou algo na sua vida, (MENEGOLLA e SAN’TANNA, 2001).
Segundo Moretto (2007), percebe-se que o planejamento é fundamental na vida do homem, porém no contexto escolar ele não tem tanta importância assim: “o planejamento no contexto escolar não parece ter a importância que deveria ter”.
O mesmo autor diz que planejar é organizar ações. Essa é uma definição simples, mas que mostra uma dimensão da importância do ato de planejar, uma vez que o planejamento deve existir para facilitar o trabalho tanto do professor como do aluno. O planejamento deve ser uma organização das ideias e informações.
A educação, a escola e o ensino são os grandes meios que o homem busca para poder realizar o seu projeto de vida. Portanto, cabe à escola e aos professores o dever de planejar a sua ação educativa para construir o seu bem viver. (MENEGOLLA & SANT’ANNA, 2001). A citação acima deixa clara o quanto se faz importante o planejar.
Muitas vezes os professores trocam o que seria o seu planejamento pela escolha de um livro didático. Infelizmente, quando isso acontece, na maioria das vezes, esses professores acabam se tornando simples administradores do livro escolhido. Deixam de planejar seu trabalho a partir da realidade de seus alunos para seguir o que o autor do livro considerou como mais indicado (BRASIL, 2006).
A linguagem audiovisual transmitida através dos filmes apresenta-se como um recurso facilitador na construção de conhecimentos, porque integra a realidade individual com o meio e assim é possível desenvolver nos alunos a sensibilidade e a percepção do universo (ARROIO & GIORDAN, 2007).
Mas, apesar da importância do uso de filmes como elemento curricular,
suas vantagens não dependem somente dele, mas de seu uso em conjunto com outros recursos, pois por não ser um recurso pedagógico tradicional o professor tem que ter claro sua intenção e finalidade, para que a exibição não se transforme em um mero passa tempo. (ARROIO & GIORDAN, 2007).
O uso de filmes nas aulas de Ciências pode ser um instrumento importante na prática pedagógica. Neste sentido Mandarino (2002), propõe que o vídeo só deve ser utilizado quando for adequado, quando puder contribuir significativamente para o desenvolvimento do trabalho. Por esse motivo, propomos neste trabalho, um embasamento para o planejamento prévio e cuidadoso de estratégias e metodologias que utilizem práticas simples, porém eficientes de trabalhar filmes infantis para ensino de Ciências e Biologia. Tem, portanto, o objetivo de auxiliar na melhora do processo de ensino aprendizagem em Ciências, com a utilização de recursos multimídia de fácil acesso na grande maioria das escolas públicas.

Material e Métodos

Como já foi descrito no texto acima se faz necessário um planejamento para execução de aula, seja ela teórico-prática ou até mesmo diferenciada, então nosso primeiro passo foi elaborar o planejamento de aula cumprindo o currículo escolar. Na elaboração do plano de aula foram introduzidos três filmes, tendo como base o PCN, separados de acordo com a faixa etária do público alvo, que foram alunos do 7º ano do ensino fundamental da rede municipal de Rio Brilhante-MS, em agosto de 2010. Este trabalho foi realizado no período de estágio.
 Os planejamentos foram feitos de forma individual para cada filme que citado a seguir:

Procurando Nemo, que conta a história de Marlin, um peixe-palhaço que perde quase toda a família durante o ataque de um predador (uma barracuda). Nesta deliciosa aventura no fundo do mar, todos os tipos de criaturas marinhas dão o ar da graça. Peixes de todas as espécies, cavalos-marinhos, tubarões, águas-vivas, tartarugas,baleias entre outros.Todo o colorido da fauna e flora subaquática contagia e seduz o espectador.
O mar não está pra peixe que relata a estória de um jovem peixe chamado Pe que ao perder tudo o que tinha na vida, vai viver com a família num recife distante. Lá ele descobre o amor por uma peixinha e acha que tudo agora vai mudar. No entanto existe a ameaça iminente de um terrível tubarão. Pe terá de lutar por seu amor e pela família.

O espanta tubarões que é um pequeno peixe que tem sonhos grandes, que se torna um herói involuntário após pregar uma grande mentira. Após ser perseguido pelo filho do tubarão-chefe, Oscar presencia sua morte. Querendo bancar o herói, ele assume a autoria do assassinato e, com isso, se torna uma grande celebridade no mundo aquático. Porém a situação se complica quando ele é designado para repetir a façanha, eliminando outros tubarões.
Agregou-se as sinopses dos filmes com as principais informações técnicas, além de um comentário com observações e sugestões de trabalho e procedimentos para utilização dos filmes em questão. O procedimento básico consistiu em duas fases: a primeira com atividades preparatórias para o filme; e a segunda, atividades já relacionadas ao filme contendo atividades devidamente focadas ao tema abordado pelo professor. As atividades foram feitas da seguinte maneira: após a exibição dos filmes, realizamos rodas de conversa e dinâmicas que buscaram debater e discutir aspectos pertinentes e interessantes nas obras selecionadas.

Resultados e Discussão
Ao iniciar as aulas com o vídeo, pode-se perceber o interesse de todos os alunos despertando a curiosidade, a motivação para novos temas. Isso facilitou o desejo de pesquisa nos educandos para aprofundar o assunto do vídeo e da matéria. Os debates entre alunos e professores foram surgindo na medida em que eram trabalhados os vídeos, então, este recurso tecnológico não é apenas um transmitir os conteúdos e imagens, ele é também um processo de construção de conhecimentos e trocas de idéias.
Os vídeos serviram de instrumento e base para o início das argumentações e assim, foi possível observar o grau de conhecimento dos alunos em relação ao tema.
A proposta é simples pelo fato do material ser de fácil acesso e a compensação ao ver que os conteúdos são assimilados com mais prazer e o aprendizado se eleva – pelo fato da aula ser diferenciada. O uso de recursos tecnológicos não pretende substituir o professor nem tão pouco as aulas teóricas, mas possibilitar a ele melhor condições de exploração do mundo de Ciências. É de importância fundamental que o professor busque se aliar a estes recursos, como dizia Freire, “Nunca fui ingênuo apreciador da tecnologia: não a divinizo, de um lado, nem a diabolizo, de outro. Por isso, sempre estive em paz para lidar com ela.” (FREIRE, 1996, p.97).
Segundo Nunes (2010), Um filme não pode ser utilizado sem uma preparação prévia, a falta do planejamento da atividade, por parte do professor, pode causar desinteresses dos alunos com o filme, até mesmo alguns saírem da sala de aula, ou também podem gostar do filme, mas não conseguem fazer a relação com a ciência propriamente dita. Mandarino, (2002), salienta que sabemos que o vídeo ou a televisão, por si só, não garantem uma aprendizagem significativa. A presença do professor é indispensável. É ele, com sua criatividade, bom senso, habilidade, experiência docente, que deve ser capaz de perceber ocasiões adequadas ao uso do vídeo.
           
Conclusão
O trabalho realizado nos proporcionou um melhor entendimento dos fundamentos e objetivos da utilização do vídeo na sala de aula. É necessário saber elaborar, escolher o momento certo e saber discutir sobre o vídeo, fazendo uma avaliação do recurso. É um método trabalhoso que exige interesse, criatividade e tempo. Porém, os resultados são satisfatórios, o ambiente escolar se torna mais agradável, e significativo no processo de aprendizagem.
Segundo Castro et. al. (2008), os professores precisam quebrar o paradigma de que o planejamento é um ato simplesmente técnico e passar a se questionarem sobre o tipo de cidadão que pretendem formar, analisando a sociedade na qual ele está inserido, bem como suas necessidades para se tornar atuante nesta sociedade.
Sendo assim podemos concluir que existem várias maneiras de ensinar Ciências fazendo que estes conhecimentos sejam mais interessantes e de fácil entendimento também. Fica a critério nosso, como professores tornar este momento agradável e satisfatório para os nossos alunos.
Atualmente a imagem surge como uma das tecnologias que mais influenciam o pensamento e a formação do indivíduo, por isso a educação, aliada as novas tecnologias, tem como papel principal o desenvolvimento de um saber crítico e consciente por parte de nossos alunos onde eles têm a oportunidade de tornarem se sujeitos analíticos e construtores do conhecimento (VIGLUS, s/d).
O mesmo autor, diz que os educadores precisam estabelecer uma relação positiva da mídia com o espaço educativo buscando, através dos meios de comunicação, novas dinâmicas que possibilitem formar cidadãos capazes de entender, discutir e agir nesse mundo imerso na mídia, pessoas que não sejam vulneráveis as informações da televisão, que consigam fazer uma leitura daquilo que assistem. Pessoas que saibam filtrar as informações nos telejornais e, mesmo analisar a produção cinematográfica.
Para Carmo (2003), a esperança é que o cinema, pela sua natureza efetiva, abra as portas da percepção para o prazer da descoberta das disciplinas das Ciências Sociais, da Literatura, da Filosofia, da Física, da Biologia ou da Química.


Referencias Bibliográficas

ARROIO, Agnaldo; GIORDAN, Marcelo. O Vídeo Educativo: Aspectos da Organização do Ensino. 2007 Disponíveis em: http://www.ritla.net/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=154. Acesso em: 25, dezembro, 2010.

BRASIL – Ministério da Educação e Cultura. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/ldb.pdf. Acesso em: 12/08/2010.

CARMO, L. 2003 O cinema do feitiço contra o feiticeiro. Revista Iberoamericana de Educación Número 32: Mayo - Agosto 2003. Disponível em http://www.rieoei.org/rie32a04.htm. Acessado em 22/02/2011.


CASTRO, PAPP, et al. 2008. A importância do planejamento das aulas para organizaçao do trabalho do professor em sua prática docente. ATHENA Revista Científica de Educação, v. 10, n. 10, jan./jun. Disponível em: http://www.faculdadeexpoente.edu.br/upload/noticiasarquivos/1243985734.PDFAcessado em 22/02/2011.

FICHA TÉCNICAProcurando Nemo” Diretor: Andrew Stanton, Elenco: Vozes na versão original de: Erica Beck, Albert Brooks, Willem Dafoe, Ellen DeGeneres, Brad Garrett, Alexander Gould, Barry Humphries, Allison Janney, Richard Kind, Geoffrey Rush, Eric Bana.Produção: Graham Walters. Roteiro: Andrew Stanton. Fotografia: - desenho animado -Trilha Sonora: Thomas Newman. Duração: 102 min. Ano: 2003. País: EUA. Gênero: Animação. Cor: Colorido. Distribuidora: Buena Vista. Estúdio: Walt Disney Pictures / Pixar Animation Studios.  Classificação: Livre. Disponível em: http://cinema.cineclick.uol.com.br/filmes/ficha/nomefilme/procurando-nemo/id/10859 Acesso em: 29 de julho de 2010.

FICHA TÉCNICA O mar não está pra peixe. Diretor: Howard E.Baker, John Fox Elenco: Vozes na versão brasileira de: Felipe Dylon, Grazi Massafera, Tom Cavalcante. Vozes na versão original de: Freddie Prinze Jr., Rob Schneider, Evan Rachel Wood, Andy Dick, Fran Drescher, John Rhys-Davies.Produção: Mark A.Z. Dippé, Young-ki Lee, Ash R. Shah Roteiro: Chris Denk, Anurag Mehta, Timothy Wayne Peternel, Scott Clevenger Fotografia: - desenho animado - Trilha Sonora: Christopher Lennertz Duração: 78 min. Ano: 2006 País: EUA/ Coréia do Sul Gênero: Desenho Animado Cor: Colorido. Distribuidora: Não definida Classificação: Livre Disponível em: http://cinema.cineclick.uol.com.br/index.php/filmes/ficha/nomeFilme/o-mar-nao-esta-pra-peixe/id/14221 Acesso em: 07 de agosto de 2010.

FICHA TÉCNICA O espanta tubarões. Diretor: Bibo Bergeron, Vicky Jenson Elenco: Vozes de Will Smith, Angelina Jolie, Renée Zellweger, Robert De Niro, Martin Scorsese, Jack Black, Ziggy Marley, Will Smith. Produção: Bill Damaschke, Janet Healy, Allison Lyon Segan Roteiro: Michael Wilson Fotografia: - desenho animado - Trilha Sonora: Hans Zimmer Duração: 90 min. Ano: 2003 País: EUA Gênero: Animação Cor: Colorido Distribuidora: UIP Estúdio: DreamWorks SKG  Classificação: Livre.Disponível em:  http://cinema.cineclick.uol.com.br/filmes/ficha/nomefilme/o-espanta- tubaroes/id/11426 Acesso em: 15 de setembro de 2010.

FREIRE, Paulo, Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 36 ed., São Paulo: Paz e Terra, 1996.

KRASILCHIK, M. O professor e o currículo das Ciências. São Paulo: Universidade de São Paulo, 1987.

MANDARINO, Mônica Cerbella Freire; Organizando o Trabalho com Vídeo em Sala de Aula; Artigo publicado na revista Morpheus - Revista Eletrônica em Ciências Humanas - Ano 01, número 01, 2002. Disponível em: http://www.unirio.br/morpheusonline/Numero01-2000/monicamandarino.htm Acessado em: 20/01/2011.

MEC – Ministério da Educação e Cultura. Trabalhando com a Educação de Jovens e Adultos – Avaliação e Planejamento – Caderno 4 – SECAD – Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade – 2006.

MENEGOLLA, Maximiliano. SANT’ANNA, Ilza Martins. Por que planejar? Como planejar? 10ª Ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001.

MORETTO, Vasco Pedro. Planejamento: planejando a educação para o desenvolvimento de competências. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007.

NUNES, Nei A.. O USO DE FILMES E DOCUMENTÁRIOS NO ENSINO DA BIOÉTICA: CONSIDERAÇÕES METODOLÓGICAS. REDE (IBDP), v. 1, p. 01-14, 2010, disponível em http://www.sorbi.org.br/documents/ARTIGOPROF.NEIANTONIONUNES-OUSODOAUDIO-VISUALNO.pdf, acessado em 22/02/2011.

VIGLUS, D. O filme na sala de aula: Um aprendizado prazeroso. s/d. Disponível em: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/1532-8.pdf. Acessado em 22/02/2011.


Anexos:
Anexo 01
Escola Municipal Prefeito Sírio Borges
Planejamento de aula
Professora: Claudinéa Mendes da Silva

Projeto: Utilização de filmes nas aulas de Ciências

Objetivo: Levar os alunos a compreender a importância de uma aula com vídeo para relacionar o conteúdo e seu cotidiano com os conceitos de habitat, cadeia alimentar, inter-relação entre espécie, diversidade de animais marinhos, bem como aos temas transversais.

Conteúdo: Filme: O Espanta Tubarões, habitat, espécie de animais marinhos, amizade, alimentação e solidariedade.

Metodologia: Utilizar o filme O Espanta Tubarões, para complementar o conteúdo trabalhado em sala de aula, com debates e dinâmicas.

Recursos: DVD, televisão e filme

Duração: 3 H/A

Avaliação: Avaliar a interação de cada aluno no desenvolver do trabalho, utilizando o conhecimento que os alunos já aprenderam em sala e com isso fazer comparações com os erros de conceitos apresentados no filme, como por exemplo, que o tubarão branco no filme tinha uma alimentação vegetariana.
Sinopse:

O espanta tubarões que é um pequeno peixe que tem sonhos grandes, que se torna um herói involuntário após pregar uma grande mentira. Após ser perseguido pelo filho do tubarão-chefe, Oscar presencia sua morte.
Querendo bancar o herói, ele assume a autoria do assassinato e, com isso, se torna uma grande celebridade no mundo aquático. Porém a situação se complica quando ele é designado para repetir a façanha, eliminando outros tubarões.


Anexo 02
Escola Municipal Prefeito Sírio Borges
Planejamento de aula
Professora: Claudinéa Mendes da Silva

Projeto: Utilização de filmes nas aulas de Ciências

Objetivo: Levar os alunos a compreender a importância de uma aula com vídeo para relacionar o conteúdo e seu cotidiano com os conceitos de habitat, cadeia alimentar, inter-relação entre espécie, diversidade de animais marinhos, bem como aos temas transversais.

Conteúdo: Filme Procurando Nemo, habitat, espécie de animais marinhos, amizade e solidariedade.

Metodologia: Utilizar o filme Procurando Nemo, para complementar o conteúdo trabalhado em sala de aula, com debates e dinâmicas.

Recursos: DVD, televisão e filme

Duração: 3  H/A

Avaliação: Avaliar a interação de cada aluno no desenvolver do trabalho, utilizando o conhecimento que os alunos já aprenderam em sala e com isso fazer comparações com os erros de conceitos apresentados no filme, como por exemplo, o amor incondicional do peixe palhaço com seu filhotinho.

Sinopse:

Procurando Nemo, que conta a história de Marlin, um peixe-palhaço que perde quase toda a família durante o ataque de um predador (uma barracuda). Nesta deliciosa aventura no fundo do mar, todos os tipos de criaturas marinhas dão o ar da graça. Peixes de todas as espécies, cavalos-marinhos, tubarões, águas-vivas, tartarugas,baleias entre outros.Todo o colorido da fauna e flora subaquática contagia e seduz o espectador.
Anexo 03
Escola Municipal Prefeito Sírio Borges
Planejamento de aula
Professora: Claudinéa Mendes da Silva

Projeto: Utilização de filmes nas aulas de Ciências

Objetivo: Levar os alunos a compreender a importância de uma aula com vídeo para relacionar o conteúdo e seu cotidiano com os conceitos de habitat, cadeia alimentar, inter-relação entre espécie, diversidade de animais marinhos, bem como aos temas transversais.
Conteúdo: Utilização de filmes nas aulas de Ciências
Objetivo: Levar os alunos a compreender a importância de uma aula com vídeo, para relacionar o seu cotidiano.
Conteúdo: Filme: Omar não está pra peixe, habitat, espécie de animais marinhos, amizade, alimentação e solidariedade.
Metodologia: Utilizar o filme O mar não está pra peixe, para complementar o conteúdo trabalhado em sala de aula, com debates e dinâmicas, com discussão da sinopse do filme.
Recursos: DVD, televisão e filme

Duração: 3 H/A

Avaliação: Avaliar a interação de cada aluno no desenvolver do trabalho, utilizando o conhecimento que os alunos já aprenderam em sala e com isso fazer comparações com os erros de conceitos apresentados no filme, como por exemplo, o amor incondicional (peixes não tem sentimentos) do peixe Pe por uma peixinha que já tem um admirador, um tubarão.

Sinopse:

O mar não está pra peixe que relata a estória de um jovem peixe chamado Pe que ao perder tudo o que tinha na vida, vai viver com a família num recife distante. Lá ele descobre o amor por uma peixinha e acha que tudo agora vai mudar. No entanto existe a ameaça iminente de um terrível tubarão. Pe terá de lutar por seu amor e pela família.

PROJETO BULLYING NA ESCOLA

                              PROJETO BULLYING NA ESCOLA


                                                           Claudinéa Mendes da Silva
                                                            Viviane Alves Vieira


 INTRODUÇÃO

          
Os professores e os pais têm um papel importante ao identificar a prática do BULLYING, onde eles precisam discutir sobre o assunto de forma eficiente.
Os educadores têm que estar sempre atentos sobre qualquer sinal que possa denunciar o BULLYING. Nessa pesquisa será abordada na orientação dos professores e dos pais para evitar o BULLYING dentro da escola Centro Educacional Criança Esperança II.
Conscientizar os alunos sobre as conseqüências que a vitima e o agressor sofre na pratica do mesmo.
É papel da escola construir uma comunidade na qual todas as relações são respeitosas, mas todo ambiente escolar pode apresentar esse problema onde a escola não consegue resolver sozinha, precisa da ajuda dos pais na orientação de seus filhos. 

           
 PROBLEMA


Este problema presente nas escolas é unido à humanidade e intimidação das pessoas que são mais acomodadas ou passivas. Sendo assim é necessário que os professores incentivam os alunos a respeito às diferenças aplicando trabalhos didáticos, como atividade de cooperação e interpretação. A escola esta preparada para enfrentar esse dilema? O professor pode identificar os autores do BULLYING?
 OBJETIVOS


4.1. Gerais:


Colaborar com professores a respeito do BULLYING na escola Centro Educacional Criança Esperança II conscientizando os alunos sobre esse tema abordado.




4.2. Específicos:

- Identificar o alvo do BULLYING;
-Proporcionar uma orientação para evitar o BULLYING;
-Respeitar as diversidades nos dias atuais;
-Oportunizar reflexões sobre o que vem a ser BULLYING;
-Visitar a escola.



 JUSTIFICATIVA



O objetivo desse tema atual tem como função discutir sobre a prática do bullying na escola Centro Educacional Criança Esperança II, onde é considerado de total responsabilidade tanto dos pais como dos professores, de um modo geral deve ser preocupação de toda a sociedade.
Diante disso o alvo será a escola onde é normalmente nesse ambiente que se demonstram os primeiros sinais de um praticante de bullying.
A preocupação esta na orientação dos professores e pais, onde os professores passam a incentivar seus alunos a respeito da solidariedade, a generosidade e o respeito às diferenças.
O professor é um exemplo fundamental de pessoas que não resolve conflitos com a violência. O bullying não é só problema da escola, deve se conscientizar os pais e os alunos sobre os efeitos das agressões.



REVISÃO DA LITERATURA (base teórica)


A preocupação vem sendo cada vez maior, já que a vitima do bullying é uma pessoa que se intimida ao falar que esta sendo ameaçado.
Segundo GUILHERME SCHELB: O fato de ter conseqüências trágicas-como mortes e suicídios- e as impunidades proporcionaram a necessidade de discutir de forma mais seria o tema.
É importante dizer que o bullying não ocorre apenas em escolas, isto é, a pratica desse tipo de violência também se faz presente em outros contextos, como trabalho, na faculdade e ate mesmo em relações entre vizinhos. Para que o bullying se faça presente em qualquer situação, basta existir um desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas. Em relação aos ambientes escolares, a grande parte das agressões é geralmente psicológica, a qual é resultante através da utilização negativa de apelidos e ate mesmo de agressões desagradáveis direcionadas a vitima.
       Se algo ocorre e o professor se omite ou até mesmo dá uma risadinha por causa de uma piada ou de um comentário, vai pelo caminho errado. “Ele deve ser o primeiro a mostrar respeito e dar o exemplo”, diz Aramis Lopes Neto, presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria. ''A dificuldade que a escola encontra é justamente porque o professor também vê uma blusa rasgada ou um material furtado como algo concreto. Não percebe que a uma exclusão, por exemplo, é tão dolorida quanto ou até mais'', explica Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).



 METODOLOGIA


Conversar com professores e pais sobre o tema abordado abrangido
Temas educacionais, cartazes e filmes que relatam o problema em busca de uma solução.


 REFERÊNCIAS


NETO, Aramis Lopes. Departamento cientifico da criança e adolescente da sociedade brasileira de pediatria


SABINO, Cibele Aparecida. Alfabetização na Pré- Escola. DOURADOS, 2005. 45p.

SCHELB, Guilherme. Violência e criminalidade infanto-juvenil (164págs; thesaurus)

VINHA, Telma. Doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (UNICAP)

CAMARGO, ORSON. Bullying. Disponível em: http://www.brasilescola.com/sociologia/bullying.htm. Acesso em 23 abril 2013.



RAMOS, ADRIANA. O que é bullying. Disponível em:



ZUN. Como evitar o Bullying. Disponível em: http://www.zun.com.br/como-evitar-bullyigs. Acesso em: 21 abril 2013. 

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Inclusão Escolar

                                                         Inclusão Escolar

Viviane Alves Vieira e Claudinéa Mendes da Silva


INTRODUÇÃO

        Como futura educadora sempre me preocupou em exercer um bom atendimento aos educando portadores de necessidades especiais. Por isso comecei a observar a evolução da educação especial, a legislação e as políticas educacionais voltadas ao movimento de inclusão, que tem por objetivo inserir esses "alunos especiais" no sistema regular de ensino.
         Sempre quando ouvimos falar de crianças com deficiência já nos deparamos com algo fora da realidade. Hoje trabalhando em uma rede de escola pública  tenho notado as inúmeras questões que há muito tempo não poderia existir mais. Entre elas, podemos citar a preocupação de compreender o que de fato constituiria a dimensão de um tratamento efetivo, no sentido do cuidado e assistência que habilitassem ou reabilitassem essas crianças para uma vida de melhor qualidade.
A inclusão da qual tanto fala e de que tanto ouvimos falar nada mais é do que o anseio pela democracia, que é democracia, mas não é nada inclusiva, pois, como afirma Ghiraldelli (2009), já não sabemos mais onde e por que queremos incluir tudo e todos. O verdadeiro conceito de inclusão dificilmente é utilizado.
O que geralmente ocorre é que a maioria acredita ser ela uma forma de prêmio como, por exemplo, as cotas nas universidades, e com isso os excluídos acabam por se conformar e achar que estão incluídos.
       De acordo com a Constituição de 1989 e a Lei de Diretrizes e Bases (L. D.B), devemos promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, e ainda apoiar as pessoas com qualquer tipo de deficiência, e mais define como crime recusar, suspender, adiar ou cancelar matrícula de um estudante por causa de sua deficiência.   
     Na concepção inclusiva e na lei, esse entendimento deve estar disponível em todos os níveis de ensino, de preferência na rede regular desde a educação infantil à Universidade. De fato, pois este é o ambiente escolar que nos aparece mais adequado para se garantir o relacionamento dos alunos deficientes com seus pares de mesma idade cronológica. A quebra de qualquer ação discriminatória e todo tipo de interação que possa beneficiar o desenvolvimento cognitivo, social,  motor. Afetivo dos alunos, em geral.
       Segundo Mantoan (2008) "a Educação Inclusiva tem por objetivo entender e reconhecer o outro dentro de suas possibilidades", partindo desse ponto e importante compreendermos a diferença entre inclusão e integração, que por muitas vezes essas palavras são usadas como sinônimos. A inclusão obriga a se repensar no sistema educacional Brasileiro.

3. OBJETIVOS

        Inserir portadores e não portadores de necessidades especiais em salas de aula de escolas comuns. Fazendo com que se torne possível a interação de crianças com necessidades especiais junto com as crianças sem necessidades especiais convivendo no mesmo ambiente escolar, aprendendo e respeitando as diferenças.

4. JUSTIFICATIVA

        O artigo referido apresenta à necessidade de se discutir a inclusão de alunos nas escolas da rede pública de ensino, considerando que isso deve ser de preocupação de toda a sociedade.
         Reconhecendo e valorizando as diferenças existentes entre as crianças e, dessa forma beneficiar a todas no que diz respeito ao seu desenvolvimento e a construção dos seus conhecimentos.
Buscando o aprendizado através do planejamento e desenvolvimento de atividades que possibilitem situações em que os alunos trabalhem a cooperação e trocas entre si, que experimentem vivências desafiantes para transporem barreiras impostas pela própria sociedade e que aprendam a aceitar, respeitar e valorizar a diversidade.

5. CONCLUSÃO

      A escola para a maioria das crianças brasileiras é o único espaço de acesso aos conhecimentos universais e sistematizados, ou seja, é o lugar que vai lhes proporcionar condições de se desenvolver e futuramente de se tornar um cidadão, alguém com identidade social e cultural.
     Melhorar as condições da escola é formar gerações mais preparadas para viver a vida na sua plenitude, livremente, sem preconceitos, sem barreiras. Não podemos nos contradizer nem mesmo contemporizar soluções, mesmo que o preço que tenhamos de pagar seja bem alto, pois nunca será tão alto quanto o resgate de uma vida escolar marginalizada, uma evasão, uma criança estigmatizada, sem motivos.
   Assim sendo, o futuro da escola inclusiva está, dependendo de uma expansão rápida dos projetos verdadeiramente imbuídos do compromisso de transformar a escola, para se adequar aos novos tempos. As perspectivas do ensino inclusivo são, pois, animadoras e alentadoras para a nossa educação. A escola é do povo, de todas as crianças, de suas famílias, das comunidade, em que se inserem.

10. REFERÊNCIAS
WWW.pedagogiaaopedaletra.com.br. Acessado em: 29/04/2013


MITTLER, Peter. Educação inclusiva:Contextos sociais. São Paulo. Editora Artmed, 2003.
Revista Nova Escola. Inclusão: Como ensinar os conteúdos do currículo para alunos com deficiência. Edição especial, nº 24. São Paulo. Julho de 2009.
STAINBACK, Susan & STAINBACK, William. Inclusão:um guia para educadores. Porto Alegre:Artmed, 1999. Tradução Magda França.